Me curvo ante o tempo, de joelhos me prostro,
Sou parte do todo, um pouco
do vento,
Me perco nas curvas, do
esquecimento,
Condeno minh’alma, ao
recolhimento...
Nas estradas da vida, caminho
descalço,
Queimando meus pés, no
calor do asfalto,
Como mártir desnudo, olhos
fixos no alto,
Mãos trêmulas e postas, rumo,
ao cadafalso...
Se a noite me encontra chorando,
disfarço,
Um sorriso nos lábios, coração desolado,
Nenhuma palavra, na boca um
gemido,
Tropeçando no mundo e em meu
desatino...
Antevendo o final, em meu
abraço, me acolho,
A chuva me molha, já não
sinto meu corpo,
No frio dos sentidos,
inconsciente me busco,
E, na noite do nada...
Comigo, me encontro...
Lani (Zilani
Celia)






