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Recanto das letras

quinta-feira, 17 de maio de 2018

SONS DO PASSADO!

 São fortes ecos, nos perseguindo,
Hora fracos, como um zunido,
Um forte trovão, que fere o ouvido,
Uma música triste, ou um sentido gemido...

Quando mansos, nos acalentam o coração,
Dando-nos certeza, de que nada foi em vão,
Chegam-nos a alma, como oração,
Ou como o abraço, de um amigo, ou irmão...

Ecos, o silêncio da noite, rasgando,
Entre as ruas da cidade, se perdendo,
O medo real, na mente se formando,
Alguém, ao longe, chamando...

Podem ser vozes, do passado nos chegando,
Um pedido ou, um sentido pranto,
Doridos, tal armas, nos apunhalando,
Ferindo-nos, voltando... Ecoando... Ecoando...

  Lani ( Zilani Celia)




terça-feira, 8 de maio de 2018

MÃE!


   
                  Para as mamães que aqui estiverem meu abraço
e desejos de que sejam todas abençoadas e que só
alegrias se façam presentes, neste dia e em todos os outros
de suas vidas.

        MÃE!

Podes ser pequena, mas tua importância é gigante,
Protagonista de vidas, de aura cintilante,
Coração lapidado, do mais puro, diamante,
Te fazes presente, mesmo que, numa estrela, distante...

Há pouco a dizer, se tudo, sobre ti já foi dito,
Encerras no peito, o amor maior, mais bonito,
Doas-te até a exaustão, tendo no rosto um sorriso,
És de Maria criação, teu lugar, é no paraíso...

Sim, sou mãe, sou uma delas,
Mas, é na minha que penso, quando falo nelas,
Tenho cravado no peito, o espinho da dor, da saudade,
Sinto falta de ti e assim será, por toda a eternidade...

E, enquanto durar, minha jornada terrena,
Lembrarei teu carinho, amorosa, serena,
Deixaste no céu, uma estrela, brilhando,
Que me guia, quando em sonhos... Saio, te procurando...


          Lani(Zilani Celia)

terça-feira, 10 de abril de 2018

A MELHOR IDADE!



Viveu a vida, a cantar e a dançar,
Queria ser feliz, o mundo abraçar,
Com a juventude, fez a melhor parceria,
Nada a preocupava, era feliz, assim o dizia...

Dona da verdade, desd’a mais tenra idade,
Pensava ser, a melhor, por superioridade,
Nenhum lugar a prendia, sonhada liberdade,
Fazia o que queria, era só, impetuosidade...

Com o passar do tempo, veio a maturidade,
A pele ficou sem viço, sem elasticidade,
O corpo perdeu as formas, no avançar da idade,
O tempo se instalou, ela olhou-se, com incredulidade...

A realidade cobrou, enquanto a alma crescia,
O pensamento agitado, acalmou, parecendo magia,
A natureza ficou mais bela, da noite pr’o dia,
E a jovem, que já foi inquieta... Hoje faz poesia...

   Lani ( Zilani Celia)

domingo, 11 de março de 2018

O ÚLTIMO VOO!



Voei como se fosse um passarinho,
Percorri distâncias nas linhas do meu sonho,
Repousei tristezas, no silêncio do espaço,
Busquei forças, no vazio do meu cansaço...

Falei ao vento, - De tristeza estou morrendo,
Te peço, venta pouco, em meu momento,
Não faça de meu corpo, um simples fragmento,
Nem de minh’alma, da dor, o instrumento...

Me leve ao ninho, na hora programada,
Será pr’a mim, a última morada,
Poderei contar-te, minha triste história,
De cansadas asas e de muita luta inglória...

Quero que a lua, me sirva de mortalha,
Que um raio, corte o céu, como navalha,
E cada estrela, ao ser por ele, dividida,
Ilumine, o voo... Desta ave, em despedida...

   Lani (Zilani Celia)

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

TRIBUTO AO MAR!


Infinitamente pequena,
Sinto-me, ante tua imensidão,
És filho, da natureza,
Sangue de suas veias, o coração...

Que pulsa forte e ritmado,
Ditando ao vento, um lindo recado,
A onda, o ouve e para mim, murmura,
-És pequenina, mas de Deus, também, criatura...

Meus pés afundam, estou presa ao chão,
Abro os braços e choro, rendo-me à emoção,
A minha frente te exibes, em ondas gigantes,
Uma cortina, com fios de ouro e brilhantes...

Em simbiose perfeita, neste momento sagrado,
Meu corpo entregue, meu cabelo molhado,
Sinto na boca o gosto, de lágrima, salgado,
Compreendo então... És, todo o pranto...
Que pelos anjos... Foi chorado...

      Lani (Zilani Celia)

sábado, 6 de janeiro de 2018

ESPECTRO DE MIM!



Extirpaste de meu peito a esperança,
Com golpe certeiro, quebraste nossa aliança,
Frágil, como o eram as falsas juras,
Corrompidas, contaminadas, impuras...

De peito aberto, doendo, sangrando,
Sublimei a dor, segui te amando,
Fechei meus olhos, engoli o pranto,
Um passo atrás de ti, continuei andando...

Arranquei ervas daninhas, de teu caminho,
Com duras pedras, construí meu ninho,
Arrumei-te a cama, com lençóis de puro linho,
Estendi-te a taça, para sorveres um bom vinho...

Em bandeja de ouro ofereci-me, como prêmio,
Desdenhaste de meu corpo, olhei-me no espelho,
O que vi foi o espectro, de alguém, que eu conhecia,
Destruída, nem perto...  Do que já fui um dia...

       Lani ( Zilani Celia)