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Recanto das letras

quinta-feira, 25 de abril de 2019

CHAMAMENTO!

Vagando sem rumo, nesta noite triste,
Ouvi alguém chamar meu nome, insistente,
Reconheci tua voz, e, por um instante,
A esperança, apossou-se de mim, novamente...

Atordoada e sem certezas, o peito apertado,
Em minha cabeça, reverberando ainda, teu chamado,
Sim, era tua a voz, que eu estava ouvindo,
Só não sabia, se era o agora, ou, o passado vindo...

Chuva forte e impiedosa, meu corpo, todo molhado,
O vento, soprando como louco, era dela, aliado,
Pessoas correndo, para todos os lados,
E eu ali, meus pés, no asfalto, colados...

Foi neste mesmo lugar, que dilaceraste meu coração,
Quem sabe voltaste!  Agarrei-me a esta ilusão,
Cerrei meus olhos, implorando, ajoelhada ao chão...
Ouvindo ao longe, a Ave Maria... No velho carrilhão...

    Lani  (Zilani Celia)

segunda-feira, 1 de abril de 2019

FOLHA SOLTA!



Emprestou-me a noite, laivos de sua loucura,
Encorajada, joguei-me nessa aventura,  
Pouco vejo, mesmo assim, saio a procura,
De mim, num turbilhão, que minha mente tortura...

Das feridas, era meu, o sangue que corria,
A dor lancinante era eu, quem a sentia,
Do peito aberto, meu coração, louco fugia,
Cansado de bater, num corpo, que se destruía...

Deixei-me arrastar, em profunda letargia,
Só, no escuro, sem perceber, que amanhecia,
Por tanto sofrer, encontrei o que queria,
Mesmo doendo, sentir, que ainda vivia...

Sou folha solta, num vendaval de árdua luta,
Sem mais elos, sem prisão e sem censura,
Cada vez que a vida, me carrega, para a rua,
Sinto o sol, o vento e... Nenhuma... Saudade tua...

         Lani (Zilani Celia)

sexta-feira, 8 de março de 2019

FILHA DO VENTO!


 Já andei, em desertos pela vida,
Sobrevivi, na imensidão e na secura,
Arrastei-me veloz, por vezes lenta,
Sufoquei muitos gritos, na garganta...

Nas noites, em que o frio, me torturava,
O corpo todo doía, encarangava,
Minh’alma, no escuro se refugiava,
Mas, me fazia seguir, quando o dia, clareava...

E assim segui, em jornadas sucessivas,
De solidão e amargura, eram meus dias,
Ao me aventurar, em alto mar, singrar em ondas,
Revivi, em águas claras e profundas...

Com escárnio, olho a terra, que me quis cativa,
Agora voo alto, sou dona da minha vida,
Atravesso oceanos, sou forte... Sou advento,
Sou irmã do sol... Sou livre... Sou filha do vento...

Lani (Zilani Celia)   






sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

VALEI-ME TEMPO!



Porque célere de mim te vais,
Não mais me ouves, nem te chegam os meus ais,
Já não me abraças, nem me acalentas mais,
Com as garras me marcaste, não se apagarão, jamais...

Tempo, contra mim conspiras, de forma cruel e injusta,
Não me dás trégua, não te importa minha luta,
Onde quer que me esconda, teimas em me encontrar,
Quanto mais choro, mais meu rosto queres sulcar...

Anoitece a vida, clareia um grande espelho,
Me obrigas a nele fitar-me, por inteiro,
Veja, por meu rosto escorrem lágrimas, de verdade,
Meu corpo curvaste mas, não me tiraste a dignidade...

Baixo o olhar, ao ver-te, por mim passar,
Sou a mesma menina, que costumava te encantar,  
Meu peito geme baixinho, pois, hoje irás me deixar,
Está doendo tanto que, de tanto doer... Vai me matar...


        Lani( Zilani Celia)

domingo, 27 de janeiro de 2019

TODAS AS DORES!



Foram subidas íngremes e penosas,
Descidas sem rumo, dolorosas,
Que me deram, a noção verdadeira,
Das cicatrizes, que me marcaram, inteira...

Nas noites, a solidão, me consumia,
Escondida, esperava clarear o dia,
Que meu sofrer, era d’alma, eu sabia,
Portanto curá-lo, só o tempo o faria...

Sei que meu coração, é hoje um moribundo,
Tem marcadas nele, todas as dores do mundo,
Semimorta, com vida p’ra só mais, um segundo,
Descobri forças e fui buscá-las, no final do mundo...

Agora, a cada pedra em falso, que novamente pisar,
Mesmo ainda em desequilíbrio, vou acreditar,
Que com isso, mais perto de mim, vou estar,
E mais forte e mais longe, desta vez... Vou chegar...

         Lani (Zilani Celia)

domingo, 6 de janeiro de 2019

É VERÃO!

 Serenou o vento, transformou-se em brisa,
Deslocou-se lento, retardando a despedida,
Terminou um ciclo, já outro se inicia,
Sabe que é hora, de sol, calor e alegria...

A tempestade é agora, chuva mansa,
Cai leve, rega a flor, trás esperança,
Completa o rio e cumpre seu destino,
Desfaz-se em lágrimas e chora, o próprio desatino...

O mar, sabendo-se gigante, garboso se engalana,
Deita-se na areia, que feliz nada reclama,
Fustigada pelo sol, se entrega, á forte onda,
E deixa-se lamber, como, em orgia profana...

A noite, escura e quente, conquista uma estrela,
Rouba-lhe o lume e o lança, como tocha, acesa,
Combina com a lua, ficar nua, retirar seu véu,
E brilhar tanto, clareando cada canto...  Do azul do céu...

      Lani   (Zilani Celia)





quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

POR AMOR!

       Amigos, que neste Natal Jesus esteja no coração de cada um e  abençoe cada lar, cada família para que, o verdadeiro sentimento que é o amor, brote e se multiplique em todos nós.
      FELIZ NATAL!!!!!!!!!!
                   
     
                                         POR AMOR!
Venho de longe, me sinto cansado,
Repleto de chagas, escorraçado,
Meu corpo, ferido, esfarrapado,
Sem nada de meu, desacreditado...

Ofereceram-me fel, ao invés de água,
A traição doeu, no fundo de minh’alma,
Meus pés se arrastam, nesta viela suja,
Meus soluços ecoam, no silêncio da rua...

Pessoas por mim passam, fingem não me ver,
Ajoelho-me, imploro, não querem entender,
Se me deixarem morrer, ninguém me socorrer,
Vou desistir e perdão, não irão merecer...

Por isso, acalento um sonho, uma esperança,
Que esteja escrito, na história de outra criança,
Vir lembrar ao homem, que só pelo amor, irá renascer,
E, que não precise... Como Eu... Na cruz, morrer...

  Lani (Zilani Célia)