Na
noite insone, pesa-me o escuro do quarto,
Dispo-me
de ti, olho-me no espelho, quebrado,
As paredes
se fecham, vindo ao meu encontro,
Apertam-me
como garras, meu peito dilacerando...
Rolo
na cama e esta, como em chamas,
Queima-me
o corpo e as entranhas,
De
tristeza choro, por tua indiferença,
Não
me ouves, mergulho, em minha descrença...
Entreguei-te,
o que de melhor havia em mim,
Se
para ti, foi pouco ou nada, enfim,
Buscarei
na dor a resignação,
E no
tempo, consolar-me com a solidão...
O
dia amanhece, restam-me profundas olheiras,
Caminhei
toda a noite, rompi fronteiras,
No
cansaço da busca, me libertei,
O
dia chegou... Sequei as lágrimas e... Levantei...
Lani
(Zilani Celia)






