Vibro,
ante a sutileza de sua cor,
Delicadamente
tento tocá-la,
Ela
frágil, em minhas mãos se despetala...
Cai
a chuva, líquido etéreo, em meu corpo,
Abro
a boca, tento sentir seu gosto,
Ela
queima, não é mais a água benta e sagrada,
Que
a alma de todos, antes, lavava...
Eu
vejo o sol forte, que no alto brilha,
É
lindo, mas, não mais, uma maravilha,
Quando
jovem, sob ele me aquecia,
Agora,
fujo dos raios, da armadilha...
Me
emociono ante o mar e o poder de suas ondas,
Barcos
lotados, trazendo a bordo crianças,
Os coletes,
não salvam vidas, jazem inertes nas praias,
E
elas não sentirão nos pés, o calor das areias...
Me
refugio no alto de uma montanha,
Olho
meu mundo, que lá embaixo desmorona,
Meus
olhos ardem, é a lágrima que teima,
E um
pedido de perdão... No céu, se desenha...
Lani (Zilani Celia)






