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Recanto das letras

terça-feira, 17 de setembro de 2013

TER FÉ...




É... Ao ver uma criança sorrindo,
Se emocionar e pensar, no quanto é lindo,
É sentir, a brisa da manhã num arrepio,
Ou, ao entardecer, tomar um bom banho de rio...

É... Caminhar entre as flores de um jardim,
Agradecer por alguém, sorrir para mim,
É poder aquecer-me, ao calor do sol,
E admirar a beleza, quando chega o arrebol...

É...  Saber respeitar, os ciclos da natureza,
Agradecer, pelo pão de cada mesa,
É estender a mão com respeito, ao necessitado,
Sem tripudiar, de quem sofre ao nosso lado...

É... Subir a montanha, embaixo deixar os medos,
Ajoelhar-se e gritar bem forte, aos quatro ventos,
Que para nos salvar... “Jesus” na cruz, morreu,
Tenhamos então... Muita fé, em Deus...



          Lani (Zilani Celia)
 
  Com este texto, participo da "Roda da poesia", proposta pela
amiga Roselia, do blog "Espiritual poesia" que completa 3 anos  e
para que deixo com carinho, minha participação.
    " Parabéns e sorte"

    http://www.poesia-espiritual.com.br/

terça-feira, 10 de setembro de 2013

DESALENTO...




Antevendo a tristeza que se avizinha,
Sabendo o que é morrer um pouco a cada dia,
Procuro-te, com avidez, em minha loucura,
Não te encontro, me consome a amargura...

Meu coração sentido, se entrega, sai da luta,
Cerro os olhos, peito doído, pela saudade tua,
As lágrimas, refletem minha imagem, nua e crua,
Um pássaro só, rumo ao infinito, pr’a lua...

Meu corpo, sem forças, abatido, combalido,
Ante este amor, grande demais, descabido,
Minh’alma, por tanto sofrer definha,
Não suporta mais, quer ir embora, sozinha...

E na solidão em que me fecho e me acabrunho,
Vai, pelo ar, meu último pedido, em pensamento,
Quero que sintas como num sopro, meu lamento,
De não poder abraçar-te... Em meu último alento...



         Lani (Zilani Celia)

terça-feira, 3 de setembro de 2013

PLENITUDE...

 Da vida...  Sentida, bem vivida.
Que segue seu curso, acelerada, incontida,
Das ilusões, das frustrações, protegida,
Como um rio, que à chuva concede guarida...

Plenitude do tempo... Abstrato, lento,
Real, correndo em busca de alento,
O que já se foi sabe não ter mais jeito,
O que está por vir na certa será perfeito...

Plenitude do amor... Maduro, compensador,
Que se verdadeiro, completa, não causa dor,
Dos sentimentos, o mais profundo, libertador,
Une corações e almas... Agregador...

Plenitude do ser... Que aprendeu,
Que nem a vida lhe pertence nada é seu,
Que de tudo só possui o que viveu,
E somente disto...  Prestará contas à Deus...

    Lani




terça-feira, 27 de agosto de 2013

TARDE DEMAIS...


 Confiei na vida que me prometeu a sorte,
Guiei meus passos evitando a morte,
Cuidei das palavras não dei aparte,
Não fiz gestos, permaneci inerte...

Pediram-me beijos não os dei com medo,
Para abraços achei ser cedo,
Os gestos de amor pararam no caminho,
Conversas sem respostas, secas, sem carinho...

O tempo mentiu, ao falar que não passaria,
A saudade riu ao dizer que nunca viria,
Eu não sabia que solidão doía,
Nem que a vida, rapidamente me cobraria...

Que nada é para sempre, apreendi sofrendo,
Reviver o que perdi, é impossível, estou sabendo,
Vida me perdoa, te imploro... Por favor!
Dê-me um novo coração... E saberei o que é amor...

           Lani



terça-feira, 20 de agosto de 2013

O CREPÚSCULO...



     Embarquei no rápido trem de minha vida, dei adeus á meus pais e irmãos e fui, pois triste ou não, chegara a hora de minha partida.
     Num trem de ferro, iniciei minha jornada, mesmo lendo na indicação de destino, “parada ignorada”. Confiando no futuro segui determinada, havia chegado o momento de iniciar de minha própria vida a caminhada.
     Levei na bagagem, meus sonhos, saudades e esperanças, mas também dentro do peito, minhas mais ternas lembranças.
     Quando o trem parou, senti que deveria descer, pois parecia saber que era ali, que eu iria te conhecer.
     Agora, nesta nova fase, seguimos juntos num grande avião, voamos bem alto, seguraste minha mão e eu não tive medo, da turbulência ou da emoção, pois nesta parte da vida, já éramos, um só coração.
     Cuidando de três criancinhas seguimos nessa viagem, juntos e felizes, mesmo com as naturais, subidas e descidas. Mas, ao chegar a hora de nos darem adeus e irem viver suas vidas, pensei que o mundo acabara que nada mais restara, e que de tristeza, para mim, tudo findara.
     Foi então, que me disseste haver uma nova partida, - Siga-me, vamos neste barco, será a viagem de nossas vidas... E assim, partimos em mais uma aventura, agora, novamente sós, em busca de beleza e ventura. Enquanto o barco deslizava em águas mansas e tranquilas, agora já, ao crepúsculo de nossas vidas, o sol a natureza dourava, a areia da praia nos acolhia como nossa cama macia e ali, mais uma vez nos amamos, sem pensar se seria, por mais uma noite, ou apenas, por... Só mais um dia...
                                                                                                                                              

         Lani

terça-feira, 13 de agosto de 2013

MANTO DE ESTRELAS...




Abóbada celeste, manto de estrelas douradas,
Por mãos divinas finamente bordadas,
Que pródigas, nos lançam seu fulgor,
Pequenos pontos de luz, por onde passa o amor...

Desejadas em sonhos, prendas ambicionadas,      
Contadas por amantes, escorados as janelas,
São pedras preciosas pelo céu emolduradas,
Enfeitando as noites, lindas, enluaradas...

Estrela cadente, para quem a vê, amor ardente,
Quando faceira surge, riscando o horizonte,
É como a bailarina, que na dança da noite,
Faz cativo seu astro, acompanhante...

Estrela de fogo, se lança sobre terra e mar,
Deixa suas marcas, corações a queimar,
Jogados na areia, por não saberem amar,
E passarem a vida, perdidos...  Carinho a postergar...


         Lani

terça-feira, 6 de agosto de 2013

ESCURIDÃO DA MENTE...



Roupa suja, esfarrapada, pés descalços,
Grita pelas ruas, seus pesadelos,
Gesticula, agitando os braços,
Param para vê-lo, riem os incautos...

Passa sempre pelos mesmos lugares,
A procura do passado, recordações fugazes,
Escondidas, em sua mente mais profunda,
E assim, segue ele, em sua caminhada infinda...

Porém, a alma é lúcida, aprisionada sofre,
Ligada a um corpo, que se destrói, doente,
Quem pode salvá-la, libertá-la, oh, mente,
Perdeu-se, na escuridão, triste, ausente...

Quando cai à noite, deita a cabeça em qualquer calçada,
Seus cabelos se espalham, a alma, escapa embriagada,
Os monstros o deixaram, sua boca se cala,
Seus olhos cansados, sorriem... Pela paz, enfim alcançada...


          Lani