Terra
retorcida, poeira que se levanta na estrada,
Em
desalento segue o homem, em sua solitária caminhada,
Na
casa pobre, a família espera, pela água abençoada,
Que
sabem, por causa da seca, nem sempre é encontrada...
Quando
vejo o gado, pelas estradas morrendo,
De
sede e inanição, sob o causticante sol, definhando,
Peço
um milagre ao “Pai”, já que dos homens nada espero,
Divida
nossa água do sul, com estes irmãos em desespero...
Quem
pensa que este povo paga, por dever algum pecado,
Tem de saber que quem está á prova, é de nós o desinteressado,
Por
não lutar pelo irmão, sem água, lá do outro lado,
Que
para o filho, não consegue, nem prover, o pão sagrado...
Enquanto
os rios secam, os animais
sofrem,
Vagando,
com sede e fome, morrem,
A
chuva não vem, as plantas se consomem,
O
sol arde na cabeça e no coração do pobre homem...
E
quando, alquebrado, cansado, se recosta na rede,
Rogando
a Deus para salvar seu filho, inocente,
Que
na pobre cama dorme, apesar da fome,
Não
chora, poupa a lágrima, mesmo que correr tente,
Pois
com ela terá... De amanhã... Saciar deste filho a sede...
Lani
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