Minha homenagem aos "papais" neste dia que é só deles. Um grande beijo a meu marido,
Luiz Rossatto, ao meu filho Alessandro Salazar Rossatto ( pai de meu neto Pedro), ao meu filho mais novo Tiago Salazar Rossatto, (que em breve será papai) e ao meu genro Ricardo Lewis ( pai de meus netinhos Leonardo e Benjamin).
Aos amigos que por aqui passarem, sintam-se abraçados e recebam meus parabéns pelo merecido dia
Hoje, recordando minha vida com ele,
senti um grande vazio e muita saudade.
Pela manhã, quando eu acordava na mesa
ele já estava, com um copo de leite
quente, um sorriso grande, que aquecia o coração da gente. Um amigo com quem se
podia contar e eu sabia que este gigante, não era de histórias em quadrinhos,
era real e era o meu pai.
Enquanto o tempo passava, ele se
apequenava, nem parei pr’a pensar que, enquanto eu crescia, ele envelhecia, não
podia mais me acompanhar.
Lembrei que quando criança, tuas história
eu pedia e agora, ao contares uma, antes de a acabares já estou a me levantar,
me dou conta, volto, mas, vejo em teus olhos tristes que percebeste, mesmo
assim, me olhas e sorris, sem nada reclamar.
Pensei nos raros beijos que te dei, os
abraços foram poucos também, mas, chorar agora não adianta, não dá mais pr’a me
desculpar, aqui tu não mais estás, o que fiz já está feito, o que não fiz é
impossível recuperar.
Debati-me nesta noite, agitada, na
madrugada acordei, notei um vulto e assustada me levantei, era meu pai que ali
estava e com carinho me falava: “Filha, te ouvi chorar mas, para não te
acordar, meu retrato em tua cama coloquei, assim verias que como sempre, teu
sono eu velei”.
Então, emocionada percebi, que com seu
retrato eu estava abraçada, que bom, foi tudo um sonho e assim como o fazia em
criança, fechei meus olhos, lhe dei um beijo e em seu colo me aconcheguei...
Lani (Zilani
Celia)






