Do outro lado, havia sonhos,
Felizes,
muitos de amor, outros tristonhos,
Fechei-me
em concha, sem coragem, de vivê-los,
Deixei
assim, que se tornassem, meus pesadelos...
Hoje,
os vejo ali inertes, empoeirados,
Reminiscências
de tempos idos, ultrapassados,
Num
relicário, no coração, sempre guardados,
Da
menina que sonhou, mas, não ousou realizá-los...
Nada
mais valem, são agora devaneios,
Uma
singela história, pueris anseios,
Não
choro mais, posso agora, até revê-los,
Cerrou-se
a porta mas, me nego a esquecê-los...
A
cada um, peço perdão, com um afago,
Os
anulei e condenei, mesmo assim, ainda os guardo,
Mutilados,
como sem as asas, um passarinho,
Neguei-lhes
o direito, de voarem, ao próprio ninho...
Lani(Zilani Celia)






