Toda
vez que de mim se aproxima,
O
faz sorrateira,
É dor
sem fim, meu corpo castiga,
Me destrói
por inteira...
Em
meus sonhos, sem dó sapateia,
De
meu sofrer, ri zombeteira,
Meus
olhos fecha, maldita, cegueira,
Que
me condena a ser, de ti, prisioneira...
Tento
fugir, de seu jugo covarde,
Fingida,
meu sofrer pranteia,
Me
deixo abater, já é muito tarde,
É minha
algoz e triste parceira...
Quando
anoitece, sem dó me tortura,
É madrugada, ela ainda em mim continua,
Minhas
lágrimas correm, se perdem na rua,
Vá
embora saudade, deixa-me aqui... Só, com a lua...
Lani (Zilani Celia)






