Cai
a chuva, assustada, desperto,
Ouço
seu barulho, forte, no telhado,
Sem
respirar, reteso o corpo,
E
com medo, na cama me encolho...
O
vento se joga, empurrando a porta,
Sacode
da cama, a branca colcha,
Tapo
a cabeça, fico quieta,
Quando
sinto tua mão, tocar a minha testa...
Volto
no tempo, me perco em devaneios,
Num
emaranhado de antigos sentimentos,
Não
quero abrir os olhos, para não acordar,
Sei ser
um sonho, ali, não podes estar...
E
como em criança mãe, chamei por teu nome,
Meu
grito triste ecoou, no silêncio da noite,
O
anjo, que teu sono velava, sorrindo, me disse,
-
Não a acordes, filha! ... Não vês, que a
deixas triste?
Lani
(Zilani Celia)






