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Recanto das letras

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

UM LUGAR DE SONHOS!




 Nas margens de capim verde, deito­ ao luar,
Onde a paz se faz constante e estrelas, posso alcançar,
Ali tudo fica mais lento, até o vento parece dançar,
Uma trilha é apenas caminho e mais longe, alcança o olhar...

Ao ritmo das ondas, uma criança ninar,
Embalando recordações bendizer, ainda poder sonhar,
Um barquinho de papel por na água, a navegar,
Levando meus desejos, para além, em alto mar...

No barulho do vento, ouvir uma doce canção,
Cada folha caindo, ser um bailado em execução,
No lindo azul que pinta o céu, como tela de pintor,
Apreciar a obra prima, de Deus, Nosso Senhor...

Ver flores se espalharem, como manto no entardecer,
Cobrindo todo o caminho, poder ali adormecer,
E, ao acordar, emocionada, querer agradecer,
À natureza pelo espetáculo... De cada alvorecer...

    Lani (Zilani Celia)





quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

QUARTA FEIRA DE CINZAS!


 A cada bloco que passa, invade a avenida,
Com a cara pintada, é palhaço da vida,
Sabe ser esta noite, o final, a despedida,
E, qual louco dança, ao embalo da música...

A fantasia, mais uma vez é usada,
Está velha, sem cor, desbotada,
Companheira constante, de loucos carnavais,
Nela secou muitas lágrimas e abafou tristes ais...

A última escola aponta, ele se perfila,
Treme todo, uma oração, balbucia,
Fecha os olhos, se sente o mestre sala,
E respeitoso se curva, ante a porta bandeira...

A quarta feira o acorda, de seu sonho lisérgico,
A mão da musa, não mais, acaricia seu rosto,
Num derradeiro estertor, canta ainda um enredo,
E, o carnaval... Beija o asfalto...  Num esforço supremo...

 Lani ( Zilani Celia)

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

QUANDO MORREM OS SONHOS!

 Esvai-se da alma a esperança,
A tristeza se instala na lembrança,
A solidão chega, o amor se distancia,
A boca cala e o mundo, silencia...

Quando morrem os sonhos...

A noite se torna mais densa,
O silêncio sobre a mente se lança,
Torna a dor, mais forte mais intensa,
A chaga não cicatriza, abre e sangra...

Quando morrem os sonhos...

A entrega é plena, cessou a luta,
A vida definha, a morte se debruça,
Do corpo, o último alento suga,
E os gritos, insensível não escuta...
                                                                                         
Quando morrem os sonhos...

O peito já não mais se inflama,
Ninguém ao lado, pesa o vazio da cama,
Não vê a luz, apaga-se a última chama,
O coração arranca...  E com as unhas...O arranha...




                              Lani ( Zilani Celia)



sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

PÁSSARO DE FOGO!


Sou pássaro de fogo...
Vivi, em gaiolas de ouro, reluzentes,
Acordei de sonhos, incandescentes,
Exauridos, por presenças, ausentes...

Sou pássaro de fogo...
A quem amar, me é negado,
Por inflamar-me, a um beijo roubado,
E correr como louco, ao ouvir da noite, o chamado...

Sou pássaro de fogo...
Ardem-me as penas, ao sentir,
Que mesmo, querendo ficar, tenho de ir,
Viver, uma vida louca, de eterno partir...

Sou pássaro de fogo...
Fadado a iluminar horizontes,
Tomar água, em longínquas fontes,
Dar voos altos e outros, rasantes...

Sou pássaro de fogo...
Abatido, me deixo levar por ventos e tempestades,                    
Tenho as asas enfraquecidas, pela dor e as saudades,
E nos olhos cegos...  Tatuadas pungentes...
Imagens irreais e... Distantes...

Lani ( Zilani Celia)         

terça-feira, 22 de dezembro de 2015





     Queridos amigos!

     Chegamos a mais um Natal e constatamos que mais um ano se passou em nossas vidas, sabemos que nem todos os nossos sonhos se realizaram, mas, sabemos também, que estamos vivos e que esta meta, que é a mais importante de todas, foi vencida pois, o dom da vida é o maior presente que Deus nos oferece dia após dia e pelo qual devemos agradecer sempre.

      UM NATAL MARAVILHOSO A TODOS, DESEJO DE CORAÇÃO.

             Zilani Celia

domingo, 6 de dezembro de 2015

FRESTAS DA VIDA!



Quando o tempo se mostrar sem tempo,
Esvairá o sonho, de cada momento,
Murchará a flor, antes viçosa,
Colhida em botão, nem chegou a ser rosa...

Quando a subida, se tornar mais penosa,
Alcançar estrelas será tarefa, extremosa,
A cada passo, nos afastaremos mais de nós,
Saberemos então, nunca, termos estado tão sós...    

Quando o vento, não nos deixar ir em frente,
Dificultando os passos, pernas dormente,
Se, mesmo de joelhos, pudermos continuar,
Não seremos vencidos, conseguiremos chegar...

Quando a noite nos mostrar seu negrume,
Sem temer o escuro, procuraremos um lume,
Se, por uma pequena fresta, a luz puder entrar,
Bastará, para toda nossa vida...  Iluminar...


              Lani    ( Zilani Celia )

domingo, 22 de novembro de 2015

UM PRANTO COMPARTILHADO!

Uma cidade, um sonho tão lindo,
Muitas flores cultivadas pelo caminho,
Na rua brincava livre o menino,
O rio corria doce, onde bebia o passarinho...

Um estrondo ecoou muito forte,
O som foi alto, repercutiu de sul a norte,
Ninguém se deu conta do inusitado,
A barreira rompeu, está tudo acabado...

A lama corre desenfreada,                                                     
Soterra as pessoas, as casas, não sobra nada,
E Mariana, a menina, fita assombrada,
Não há mais igreja, vê a escola desmoronada...

A terra chora pelo que vai fazer,
Rasgaram-lhe a carne, que ainda está a doer,
De suas entranhas tiraram o feto, para enriquecer,
Queria avisar, mas o som não saiu, quando se pôs a correr...

E, enquanto toda a nação chorava a desfaçatez,
Outro som se repetia e ouvir-se, se fez,
Rá, ta, ta, ta...  Também era lama ou pura insensatez,
Um grito de morte e viu-se o sangue, com nitidez,
Só, que agora o pranto... Tinha sotaque...  Francês...


   Lani ( Zilani Celia)