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Recanto das letras

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

QUANDO MORREM OS SONHOS!

 Esvai-se da alma a esperança,
A tristeza se instala na lembrança,
A solidão chega, o amor se distancia,
A boca cala e o mundo, silencia...

Quando morrem os sonhos...

A noite se torna mais densa,
O silêncio sobre a mente se lança,
Torna a dor, mais forte mais intensa,
A chaga não cicatriza, abre e sangra...

Quando morrem os sonhos...

A entrega é plena, cessou a luta,
A vida definha, a morte se debruça,
Do corpo, o último alento suga,
E os gritos, insensível não escuta...
                                                                                         
Quando morrem os sonhos...

O peito já não mais se inflama,
Ninguém ao lado, pesa o vazio da cama,
Não vê a luz, apaga-se a última chama,
O coração arranca...  E com as unhas...O arranha...




                              Lani ( Zilani Celia)



sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

PÁSSARO DE FOGO!


Sou pássaro de fogo...
Vivi, em gaiolas de ouro, reluzentes,
Acordei de sonhos, incandescentes,
Exauridos, por presenças, ausentes...

Sou pássaro de fogo...
A quem amar, me é negado,
Por inflamar-me, a um beijo roubado,
E correr como louco, ao ouvir da noite, o chamado...

Sou pássaro de fogo...
Ardem-me as penas, ao sentir,
Que mesmo, querendo ficar, tenho de ir,
Viver, uma vida louca, de eterno partir...

Sou pássaro de fogo...
Fadado a iluminar horizontes,
Tomar água, em longínquas fontes,
Dar voos altos e outros, rasantes...

Sou pássaro de fogo...
Abatido, me deixo levar por ventos e tempestades,                    
Tenho as asas enfraquecidas, pela dor e as saudades,
E nos olhos cegos...  Tatuadas pungentes...
Imagens irreais e... Distantes...

Lani ( Zilani Celia)         

terça-feira, 22 de dezembro de 2015





     Queridos amigos!

     Chegamos a mais um Natal e constatamos que mais um ano se passou em nossas vidas, sabemos que nem todos os nossos sonhos se realizaram, mas, sabemos também, que estamos vivos e que esta meta, que é a mais importante de todas, foi vencida pois, o dom da vida é o maior presente que Deus nos oferece dia após dia e pelo qual devemos agradecer sempre.

      UM NATAL MARAVILHOSO A TODOS, DESEJO DE CORAÇÃO.

             Zilani Celia

domingo, 6 de dezembro de 2015

FRESTAS DA VIDA!



Quando o tempo se mostrar sem tempo,
Esvairá o sonho, de cada momento,
Murchará a flor, antes viçosa,
Colhida em botão, nem chegou a ser rosa...

Quando a subida, se tornar mais penosa,
Alcançar estrelas será tarefa, extremosa,
A cada passo, nos afastaremos mais de nós,
Saberemos então, nunca, termos estado tão sós...    

Quando o vento, não nos deixar ir em frente,
Dificultando os passos, pernas dormente,
Se, mesmo de joelhos, pudermos continuar,
Não seremos vencidos, conseguiremos chegar...

Quando a noite nos mostrar seu negrume,
Sem temer o escuro, procuraremos um lume,
Se, por uma pequena fresta, a luz puder entrar,
Bastará, para toda nossa vida...  Iluminar...


              Lani    ( Zilani Celia )

domingo, 22 de novembro de 2015

UM PRANTO COMPARTILHADO!

Uma cidade, um sonho tão lindo,
Muitas flores cultivadas pelo caminho,
Na rua brincava livre o menino,
O rio corria doce, onde bebia o passarinho...

Um estrondo ecoou muito forte,
O som foi alto, repercutiu de sul a norte,
Ninguém se deu conta do inusitado,
A barreira rompeu, está tudo acabado...

A lama corre desenfreada,                                                     
Soterra as pessoas, as casas, não sobra nada,
E Mariana, a menina, fita assombrada,
Não há mais igreja, vê a escola desmoronada...

A terra chora pelo que vai fazer,
Rasgaram-lhe a carne, que ainda está a doer,
De suas entranhas tiraram o feto, para enriquecer,
Queria avisar, mas o som não saiu, quando se pôs a correr...

E, enquanto toda a nação chorava a desfaçatez,
Outro som se repetia e ouvir-se, se fez,
Rá, ta, ta, ta...  Também era lama ou pura insensatez,
Um grito de morte e viu-se o sangue, com nitidez,
Só, que agora o pranto... Tinha sotaque...  Francês...


   Lani ( Zilani Celia)

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

ENCONTRAR-SE!


 Me curvo ante o tempo, de joelhos me prostro,
Sou parte do todo, um pouco do vento,
Me perco nas curvas, do esquecimento,
Condeno minh’alma, ao recolhimento...

Nas estradas da vida, caminho descalço,
Queimando meus pés, no calor do asfalto,
Como mártir desnudo, olhos fixos no alto,
Mãos trêmulas e postas, rumo, ao cadafalso...

Se a noite me encontra chorando, disfarço,
Um sorriso nos lábios, coração desolado,
Nenhuma palavra, na boca um gemido,
Tropeçando no mundo e em meu desatino...

Antevendo o final, em meu abraço, me acolho,
A chuva me molha, já não sinto meu corpo,
No frio dos sentidos, inconsciente me busco,
E, na noite do nada... Comigo, me encontro...

    Lani (Zilani Celia)

sábado, 31 de outubro de 2015

ROMPENDO COM O PASSADO!

 
  
No decurso, desta noite longa,
É muito, o pouco que a vista alcança,
Tateia no escuro, buscando esperança,
Abre os olhos e a lágrima estanca...

Sobre a cama jaz, rasgada a fotografia,
Que ao passado, como corrente a prendia,
Nos lábios, um tímido sorriso desenha,
Levanta-se e titubeando caminha...

O espelho quebrado, sua imagem mostra,
Não se reconhece, branca, quase morta,
Nos contornos do corpo, que se desnuda,
A alma se enrosca e nova vida, busca...

Abre a janela, sente do ar a frescura,
Emocionada, grita alto, aponta pr’a lua,
-Sou grata amiga, pela companhia tua,
Não me abandonaste, foste para mim a cura,
Agora te convido... Venha comigo... Dançar na rua...

  Lani (Zilani Celia)