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Recanto das letras

terça-feira, 22 de dezembro de 2015





     Queridos amigos!

     Chegamos a mais um Natal e constatamos que mais um ano se passou em nossas vidas, sabemos que nem todos os nossos sonhos se realizaram, mas, sabemos também, que estamos vivos e que esta meta, que é a mais importante de todas, foi vencida pois, o dom da vida é o maior presente que Deus nos oferece dia após dia e pelo qual devemos agradecer sempre.

      UM NATAL MARAVILHOSO A TODOS, DESEJO DE CORAÇÃO.

             Zilani Celia

domingo, 6 de dezembro de 2015

FRESTAS DA VIDA!



Quando o tempo se mostrar sem tempo,
Esvairá o sonho, de cada momento,
Murchará a flor, antes viçosa,
Colhida em botão, nem chegou a ser rosa...

Quando a subida, se tornar mais penosa,
Alcançar estrelas será tarefa, extremosa,
A cada passo, nos afastaremos mais de nós,
Saberemos então, nunca, termos estado tão sós...    

Quando o vento, não nos deixar ir em frente,
Dificultando os passos, pernas dormente,
Se, mesmo de joelhos, pudermos continuar,
Não seremos vencidos, conseguiremos chegar...

Quando a noite nos mostrar seu negrume,
Sem temer o escuro, procuraremos um lume,
Se, por uma pequena fresta, a luz puder entrar,
Bastará, para toda nossa vida...  Iluminar...


              Lani    ( Zilani Celia )

domingo, 22 de novembro de 2015

UM PRANTO COMPARTILHADO!

Uma cidade, um sonho tão lindo,
Muitas flores cultivadas pelo caminho,
Na rua brincava livre o menino,
O rio corria doce, onde bebia o passarinho...

Um estrondo ecoou muito forte,
O som foi alto, repercutiu de sul a norte,
Ninguém se deu conta do inusitado,
A barreira rompeu, está tudo acabado...

A lama corre desenfreada,                                                     
Soterra as pessoas, as casas, não sobra nada,
E Mariana, a menina, fita assombrada,
Não há mais igreja, vê a escola desmoronada...

A terra chora pelo que vai fazer,
Rasgaram-lhe a carne, que ainda está a doer,
De suas entranhas tiraram o feto, para enriquecer,
Queria avisar, mas o som não saiu, quando se pôs a correr...

E, enquanto toda a nação chorava a desfaçatez,
Outro som se repetia e ouvir-se, se fez,
Rá, ta, ta, ta...  Também era lama ou pura insensatez,
Um grito de morte e viu-se o sangue, com nitidez,
Só, que agora o pranto... Tinha sotaque...  Francês...


   Lani ( Zilani Celia)

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

ENCONTRAR-SE!


 Me curvo ante o tempo, de joelhos me prostro,
Sou parte do todo, um pouco do vento,
Me perco nas curvas, do esquecimento,
Condeno minh’alma, ao recolhimento...

Nas estradas da vida, caminho descalço,
Queimando meus pés, no calor do asfalto,
Como mártir desnudo, olhos fixos no alto,
Mãos trêmulas e postas, rumo, ao cadafalso...

Se a noite me encontra chorando, disfarço,
Um sorriso nos lábios, coração desolado,
Nenhuma palavra, na boca um gemido,
Tropeçando no mundo e em meu desatino...

Antevendo o final, em meu abraço, me acolho,
A chuva me molha, já não sinto meu corpo,
No frio dos sentidos, inconsciente me busco,
E, na noite do nada... Comigo, me encontro...

    Lani (Zilani Celia)

sábado, 31 de outubro de 2015

ROMPENDO COM O PASSADO!

 
  
No decurso, desta noite longa,
É muito, o pouco que a vista alcança,
Tateia no escuro, buscando esperança,
Abre os olhos e a lágrima estanca...

Sobre a cama jaz, rasgada a fotografia,
Que ao passado, como corrente a prendia,
Nos lábios, um tímido sorriso desenha,
Levanta-se e titubeando caminha...

O espelho quebrado, sua imagem mostra,
Não se reconhece, branca, quase morta,
Nos contornos do corpo, que se desnuda,
A alma se enrosca e nova vida, busca...

Abre a janela, sente do ar a frescura,
Emocionada, grita alto, aponta pr’a lua,
-Sou grata amiga, pela companhia tua,
Não me abandonaste, foste para mim a cura,
Agora te convido... Venha comigo... Dançar na rua...

  Lani (Zilani Celia)





sábado, 17 de outubro de 2015

GOTAS AMARGAS !

 Arranco a pele que me envolve,
Exponho vivas, as marcas do desgosto,
Vazio de vida entrega-se, meu corpo,
Exangue, já quase um moribundo...

Meus pés tropeçam em pedras e palavras,
Afundam na lama, de fúteis sentimentos,
Transmutam sonhos, em horríveis pesadelos,
Que me acompanham, nas frias madrugadas...

Recolho galhos, sem rosas, só com espinhos,
Rasgam-me as mãos, a dor é desumana,
Agonizante, fustigo minh´alma profana,
E impiedosa, não lhe ouço os gemidos...

Tomo do fel, que me queima as entranhas,
Em delírio, grito, coisas loucas e insanas,
De minha boca escorrem, gotas amargas...
De puro sangue...  Suor...  E lágrimas...

     Lani ( Zilani Celia)





quarta-feira, 7 de outubro de 2015

EXORCIZANDO!


                                                                                           Imagem-Christian Schloe
Rasga a roupa, joga longe os sapatos,
Tira a presilha dos longos cabelos,
Levanta as mãos como que, a suplicar,
Por um perdão, que não sabe, onde encontrar...

Corre pr’a rua, quer fugir de si mesma,
Uma luz no escuro, lhe mostra o caminho, acesa,
Entra sem medo, na mata verde, cerrada,
Que misteriosa, a envolve e abraça...

Os pássaros, com flores, cobrem-lhe a nudez,
A fada do lago sorri, ante sua timidez,
A árvore como mãe, a acolhe em seu regaço,
Ela suspira e lentamente, rende-se ao cansaço...

Um raio de sol surge, vem aquecer seu rosto,
Sorri, não tem mais tristeza e nenhum desgosto,
Não há mais nada, que precise exorcizar,
Nesta noite conseguiu...  A si mesma, resgatar...


   Lani ( Zilani Celia)