Exponho vivas, as marcas do
desgosto,
Vazio de vida entrega-se, meu
corpo,
Exangue, já quase um moribundo...
Meus pés tropeçam em pedras e
palavras,
Afundam na lama, de fúteis
sentimentos,
Transmutam sonhos, em horríveis
pesadelos,
Que me acompanham, nas frias
madrugadas...
Recolho galhos, sem rosas, só
com espinhos,
Rasgam-me as mãos, a dor é desumana,
Agonizante, fustigo minh´alma
profana,
E impiedosa, não lhe ouço os
gemidos...
Tomo do fel, que me queima as
entranhas,
Em delírio, grito, coisas loucas
e insanas,
De minha boca escorrem, gotas amargas...
De puro sangue... Suor...
E lágrimas...
Lani ( Zilani Celia)






