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Recanto das letras

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

FIDELIDADE !


Sinto-me paralisado, estou triste o frio é tão forte,
Que enregela o corpo e deixa minh´alma descrente,
Te amei por uma vida inteira, sinceramente,
Não entendo, porque não estás aqui, como sempre...

Partiste ontem, vi quando entraste no carro,
Era noite, corri atrás, mas, me perdi no escuro,
Uivei o mais que pude, não deste ouvidos ao meu chamado,
Chorei amigo, não entendi ires embora, teres me deixado...

Não me importa se minha vida se esvai pouco a pouco,
A neve cai, permaneço aqui, tratam-me como louco,
Sei, que se eu sair e voltares, não vais me encontrar,
Estou tão sozinho, tenho medo, venha me buscar...

Meus olhos estão pesados, já quase não me movo,
Estou confuso, brinco contigo, sinto-me feliz de novo,
Lambo tua mão, sinto teu cheiro, há! Como te amo...
Não sei viver sem ti, não me abandone... Meu dono...



    Lani ( Zilani Celia )

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

A ENCHENTE !


  
A natureza reage, em franca revolta,
Empurra pessoas, arrebenta a parede, abre a porta,
Incita o rio, a despejar-se e a correr solto,
E ele, em devaneio a obedece e se lança como louco...

Inunda tudo, não perdoa, nem a criança,
Que vê, seu brinquedo arrastado, pela água, atônita,
Abraça a mãe, que chora desesperada,
Por sua vida, que está pela chuva, sendo levada...

Não podem voltar, a casa está alagada,
O que já foi um lar, é só escombros, mais nada,
Só querem um dique, para a água ser represada,
Mas, ele jaz morto, numa suja papelada...

Vem o sol, todos vão esquecer,
Menos ele, que sabe, vai voltar a chover,
O pai da menina triste, com olhos secos, azuis,
Terá de nadar na lama, de sua casa, de sua rua e de seu país...


    

          Texto com o qual me solidarizo, com as famílias gaúchas que foram atingidas pelas últimas chuvas e que, ano após ano perdem tudo e mesmo assim recomeçam, na esperança de um dia serem olhadas e tratadas com a dignidade que merecem.


             Lani (Zilani Celia)





sexta-feira, 24 de julho de 2015

ENTRADA PROIBIDA!

 
Vens, desfazes a cama e deitas, basta que queiras,
Sem nenhuma pergunta, com mentiras perfeitas,
A tomas como dono e ela, em silêncio se entrega,
Como o faz a flor, ao ser da haste arrancada...

Cada lágrima que rola, transforma-se em pedra,
Afoito, nem percebes, que baixinho ela diz, - chega,
No cenário do quarto, a vês na cama, perfeita,
E, teu olhar de felino, pela caça, se inflama...

Na penumbra, da noite, teu corpo suado, brilha,
Fremente a amas e ela, como sempre te aceita,
Seu rosto angelical é agora, uma máscara, desfigurada,
E, enquanto te vestes ela espera, parada, feito estátua...

Novamente, irás embora, retomarás tua vida,
Com olhos tristes, acompanha tua saída,
Para ela, foi a última vez, a despedida,
Para ti, sua porta está fechada...  Tua entrada proibida...

      Lani (Zilani Celia)


terça-feira, 14 de julho de 2015

INVERNO DA ALMA!

O vento sopra mais forte, meu olhar entristece,
Revejo teu vulto, que numa nuvem, desaparece,
Novamente, gritei teu nome, inutilmente,
Te afastastes de mim, sem te voltares, rapidamente...

Silente, permaneci sozinha, naquele lugar,
Tendo apenas, sombras a me acompanhar,
Ali, que já fora, nosso ninho de amor,
É agora, apenas lembrança, sem nenhum calor...

Por todo o sempre, acalentei no peito tua saudade,
Em meu coração, inconsequente e sem idade,
Que foi fiel e latente, sem conseguir postergar,
O sofrimento, pois em nenhum momento, deixou de te amar...

O frio da tarde, me trás à mente, deste dia o desgosto,                                          
Caminho na mesma praça, sentindo na boca, o amargo gosto,
Da lágrima que corre e congela, em meu rosto cansado,
Se quebrando, como meus sonhos...  Endurecidos, lá no passado...


Lani      ( Zilani Celia) 

    Peço desculpas aos amigos que haviam comentado neste texto, pois hoje dia 14- 07, zerou tudo, está sem comentários embora muitos estiveram aqui, coisas da net.  Bjs

domingo, 28 de junho de 2015

SENDAS DO AMOR!


 Enquanto a lua ilumina, a noite escura,
Em teus braços me entrego, é finita a procura,
Minh´alma grita, a alegria é pura,
Nunca é tarde, se a esperança perdura...

O tempo sofrido passou, já, não mais importa,
A lágrima que rola, não é pela dor imposta,
A felicidade, enfim é real, não uma aposta,
E, o amor verdadeiro, bateu a minha porta...

É bom saber-me por alguém, assim amada,
Estar sempre, por teus braços, amparada,
Em teus olhos ler, uma mensagem de amor, sincera,
E rever, nossa história de amor, inteira, plena...

E, quando o tempo nos disser,- Passou, agora chega,
Cúmplices fomos, nossa entrega foi perfeita,
Sem medos, abriremos do novo caminho a cortina,
E, entraremos na senda...   Da nova vida, que se avizinha...

     Lani   ( zilani Celia


quarta-feira, 17 de junho de 2015

MOMENTO ABENÇOADO!


                                                                                      Pedro e Leonardo.

A força, do coração, que pulsa,
No corpo materno, redoma amorosa,
Bate vigoroso, se anuncia,
A vida o chama, forte, imperiosa...

A natureza, pródiga, fecunda,
Com cuidado, a semente, inviolada,
Que no ventre fértil, germina,
Cresce e se transmuta, em flor, tão delicada...

E o milagre é novamente anunciado,
O anjo entrega a mãe, o filho por ela gerado,
Sai de mansinho, louvando, o encontro sagrado,
De duas almas, unidas por “Deus”, neste momento abençoado...

                                                                             Lani     (Zilani Celia)

   Estamos “vovôs”, digo estamos, porque já o somos, de nosso amado Pedro, agora fomos abençoados novamente pela vinda do segundo neto o “Leonardo“ que “Deus“ queira, tenha saúde e felicidade em seu caminho porque muito amor o espera, de toda a família e de seus pais a Inaliz nossa filha e o Ricardo, genro.
  


quarta-feira, 10 de junho de 2015

TRAGÉDIA ANUNCIADA!


É noite, negra tensa,
Um estrondo, o silêncio rasga,
Acorda assustada, suando,
Ouve passos, perto, se arrastando...

O homem dorme ao seu lado, na cama,
O bebê, tranquilo, no berço ressona,
Ela sente a densidade do ar,
De tanto medo, não consegue respirar...

Agora não há barulho, tudo tão quieto,
Um pressentimento lhe aperta o peito,
Paralisada, vê a porta abrir-se, lentamente,
E, uma mão, com uma arma, ereta, fremente...

Pequeno e franzino é quase um menino,
Tem maldade no olhar, quer matar, ou morrer,
O estampido soa...  Agora, bem perto,
Há sangue no chão...  Quente... A escorrer...


       Lani  (Zilani Celia)