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Recanto das letras

sexta-feira, 8 de maio de 2015

MÃE!

 Mãe, visão sublime, com teu filho ainda no ventre,
Nossos olhos brilham, ante tua figura, fremente,
Anjos te guiam, em nome do Senhor,
Pois, levas contigo, o fruto, do mais puro amor...

Mãe, visão sublime, com a criança em teu peito, aconchegada,
Teu semblante é suave, de uma santa num quadro emoldurada,
Quando o afagas, tuas mãos resplandecem de luz,
Nelas, a força Divina, que emana de Cristo... Jesus...

Mãe, visão sublime é, tua figura, quando o levas pela mão,
Tens um sorriso nos lábios e muito amor no coração,
A natureza ante ti se enternece e para te acalmar,
Cobre o chão com folhas, para, se ele cair, não se machucar...

Mãe, tua visão é sublime, teu pequenino cresceu,
Sabes que ele é do mundo, não te pertence, não é só teu,
Bendizes o privilégio, que a vida te concedeu,
De seres, o elo sagrado...  Entre, teu filho amado e... Deus...

         Lani (Zilani Celia)

     Para todas as mães minha homenagem, principalmente a minha filha querida,
Inaliz, que logo, será mamãe também.
     Abençoado dia, para todas nós.

segunda-feira, 27 de abril de 2015

APENAS ILUSÃO !

 Deslizar a cada noite, na escuridão que assusta,
Estender a mão para o vazio,
Encontrar o nada em cada curva,
Estremecer ao sentir, do próprio corpo, o frio...

Que lhe gela a mente, degrada a alma,
Desviando os passos, da meta antes traçada,
Na palidez do rosto, estampada a mágoa,
E o imponderável, de uma mente desvairada...

Ter medo ao farfalhar da folha,
Não permitir que a natureza o acolha,
Descrente, não beber da água fresca,
Queimar-se ao sol, sem perceber a sombra...

Chorar sozinho a lágrima que queima,
Ter solidão, como única companheira,
Contar estrelas em noite enluarada,
E, procurar nas nuvens... A imagem da mulher amada...

    Lani ( Zilani Celia)




sábado, 11 de abril de 2015

ABDICAÇÃO !


Vejo-me ali, pela fresta da porta,
Sou eu, nua e crua, quase morta,
Rolam as lágrimas, mas, não me importa,
Ser pelo mundo, friamente julgada...

Cerro os punhos, ferindo com as unhas, as mãos,
Parada, sem defesa, sem reação,
Todos os dedos em riste, em minha direção,
Bato no peito e digo, - Pequei, mas, nunca por omissão...

Não permito que fechem a porta,
Quero ver-me, curvada, entregue, exposta,
Se tudo para mim, hora se acaba,
Descerei com dignidade os degraus de minha escada...

E, ao chegar ao último, ao derradeiro,
Quero que vejam uma a uma, as rugas de meu rosto,
E o esgar que entreabrir meus lábios, puro escárnio,
Seja, a irônica gargalhada...  De quem, pela vida toda,
Teve o riso... Aprisionado na garganta...


      Lani  ( Zilani Celia)

quinta-feira, 26 de março de 2015

GRITOS DA NATUREZA!



As águas rasas se retraem, envergonhadas,
Pelas atitudes do homem, arrasadas,
Ele, que já foi um rio forte e caudaloso,
Hoje perece, assoreado, morrendo de desgosto...

Suas margens, antes frescas, verdes e vibrantes,
Parecem agora, desertos escaldantes,
Onde a terra que já foi fértil se quebra, ressentida,
Sentindo a dor da flor, que fenece, e agoniza...

E, na clareira que se abre, após a derrubada,
Tem o homem, sua sentença de morte, assinada,
Ao matar o rio e a árvore, mata também o próprio filho,
Irá arrepender-se, até seu último suspiro...

A natureza tingirá o céu de negro, pela tempestade,
Para mostrar-te sua fúria e o quanto, para ti já será tarde,
O raio, como um chicote, cortará a noite com seu clarão,
Quer arrancar-te do peito, também sem pena... Teu duro coração...


    Lani            (Zilani Celia)

quinta-feira, 19 de março de 2015

QUERIDOS AMIGOS!

     Depois de quase um mês fora da net, volto, ainda com restrição.
    Estou com uma contratura muscular, o que falando assim, não
parece nada, mas, as dores são intensas e constantes, o que tirou-me
completamente as condições de estar sentada frente ao computador
e, por imposição médica, me mantenho, embora a contragosto, afastada.
     Espero, logo poder estar de volta.
     Minhas saudades a todos os amigos e amigas.

     Bjs no coração.

                        Zilani Celia     

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

BONS VENTOS !


 Gosto de sentir na pele, teu toque quente,
Ver a relva tremer, languidamente,
Admirar a folha, com seu bailado,
Respingar em mim, a água do lago...

O voo do passarinho a me encantar,
A areia subindo, perder-se no ar,
O galho mudar de lado, polidamente,
A flor da noite abrir-se, magicamente...

Ver-te do homem, tirar o chapéu,
Derrubar a colmeia, espalhar o mel,
Empurrar o bolo, que a mãe pousou na janela,
Levantar a saia, da moça, que se envergonha...

Vento, que trazes contigo, uma mensagem singela,
Dizendo-me, o quanto a vida pode ser bela,
Deixas comigo, o amor e a ventura,
Me beijas e vais embora... És livre... Nada te segura...

         Lani       (Zilani Celia)


sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

DOR DE AMOR...


  
Para resguardar-te do sofrimento,
Não ouvirás dela, nenhum lamento,
Mostrará alegria, quando estiver contigo,
Mas, os olhos, revelarão a dor que está sentindo...

Sofre, só em pensar em perder-te,
A noite a apavora, se estás ausente,
Chora, por tua gélida indiferença,
A vida fica sem cor e nela se apequena...

Não entende quereres partir, ir embora,
Não quer ouvir-te dizer, que chegou tua hora,
Que tens de deixá-la, para singrar outros mares,
Precisares ser livre, navegar, por outros lugares...

Sabe que ao chegar à noite, sentir-se-á morrer de saudades,
Olhará para o céu e numa estrela imaginará estares,
Pensará em ti, mas, pedirá a Deus um milagre,
Para não mais sofrer e enfim... Do peito...  Poder, arrancar-te...

       Lani                              (Zilani Celia)