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Figura solitária que caminha, sem destino,
Agora um homem, mas, no coração, um menino,
Sofrido, como pássaro que abandona o ninho,
Deixou o que de mais caro tinha e segue agora,
sozinho...
Para, em frente à casa que outrora foi
sua, no escuro,
Houve dos filhos as vozes e de seu peito
o soluço,
Triste, ali fica chorando, a Deus pedindo perdão,
Desesperado crava as unhas, sangrando a
palma da mão...
Traçou o próprio destino é da vida
peregrino,
Trás no corpo as marcas, de seus
desatinos,
Toda a noite percorre, o mesmo caminho,
Só para ver, mesmo de longe, seus
pequeninos...
A porta se abre, ele corre em sua
direção,
Quer fugir, está travado, ouve a própria
pulsação,
Uma mãozinha pequena, segura a sua, não
consegue fugir,
-Vem papai, me conta uma história, está
na hora de dormir...
Lani (Zilani Celia)
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