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Após percorrer
tantos caminhos,
Carente de
verdadeiros sentimentos,
Revelo os
invernos que gelaram minh’alma,
Que carente se
entrega, submissa e calma...
Sou corpo errante,
em noites de chuva fria,
Que se abriga no escuro,
na mais pura agonia,
Sem conforto, sem
um sincero abraço,
Dentes cerrados,
tremendo, de frio e cansaço...
Arrasto-me, de
encontro ao injustificado,
Sofrendo perdas,
pelo tanto que tenha errado,
Acuso no peito,
cada golpe, em mim desferido,
A dor é intensa,
e o sangrar é desmedido...
Ao raiar o dia, inicia
meu novo calvário,
Coloco a máscara,
num gesto arbitrário,
Suturo as
chagas... Estanco o sangue...
Rasgo a boca, para
sorrir... Exangue...
Lani
(Zilani Celia)

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