Ouviu-se na
noite, escura e quente,
Um grito forte,
lancinante,
De dor, tristeza,
angustiante,
Era o vento, ao
ver a árvore, agonizante...
Parou, fez-lhe um
carinho, seguiu em frente,
Uma lágrima
sentida rolou, insistentemente,
Precisava correr,
tentar impedir,
Pois, já ouvia o
estrondo, de outra árvore a cair...
Empurrou com
força, o homem que a mutilava,
Sem entender
porque, só no escuro as derrubava,
Queria, com seu
sopro pará-lo, seu corpo ferir,
Mas, havia outro
e mais uma serra a zunir...
O vento,
impotente e triste, se pôs a chorar,
Pensa em toda a
terra, com seu pranto alagar,
Mas, ao ver cair
da árvore morta, um passarinho,
Para e se
amansa... Só p’ra salvar, o
filhotinho...
Lani (Zilani Celia)
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