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quarta-feira, 5 de março de 2014
sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014
RESIGNAÇÃO...
Permeei
com alegria meu sofrimento,
Consegui
fazer um gesto quase morrendo,
Te
acenei e dei adeus, com um sorriso,
Mesmo
com o coração, triste, partido...
Partiste,
em busca de teu destino,
Não havia lugar para mim, foste sozinho,
Menti, fingindo
uma calma que não sentia,
Não viste
minhas lágrimas, nem o quanto eu sofria...
Virei
às costas para a vida, neste momento,
Fechei-me
para o mundo, sem um lamento,
Fui em
busca do abençoado esquecimento,
Com minha
dor, continuei só, vivendo...
Não voltaste,
mas, em cada esquina te vejo,
Sou um
espectro, do que fui, um arremedo,
Minh’alma,
se esquiva de mim, sentida,
À noite,
vai te procurar... Louca, ensandecida...
Lani
quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014
AMOR ALÉM DA VIDA...
Vejo-me ainda, a
habitar teus sonhos,
Sei que sentes
minha presença e meu calor,
Pois, ainda me
olhas, com os olhos do amor...
Sinto, que pegas
minhas mãos e as acaricias,
Ouço dizeres,
serem elas cheirosas e macias,
Vibro em outra
dimensão, mas, seja como for,
Para ti me
entrego, num mágico, momento de amor...
Quando adormeces,
sei que tenho de partir,
Vês que estou indo
embora, não queres me deixar ir,
Digo-te baixinho,
que voltarei em outra noite de calor,
Enternecida
percebo, que estás a sonhar comigo, amor...
E enquanto me
afasto e me volatizo,
Penso poder
voltar aqui, estar contigo,
Minh’alma em ti
revive, meu corpo vira flor...
-Te esperarei para sempre... Meu amor...
Lani
quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014
SONHOS APRISIONADOS...
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Guardou
seus sonhos abdicou de tudo,
Numa pequena caixinha de veludo,
Escondeu da juventude, que curiosa,
Sabia ter ali, uma joia preciosa...
Que sonhos nada valiam, repetia,
Só os guardara, mas, não os viveria,
Dizia não passarem, de simples devaneios,
De uma menina, apenas os anseios...
No fundo, os sonhos não aceitavam,
Ficarem para sempre, irrealizados,
Queriam libertar-se, de seus pensamentos,
E fazê-la, viver cada momento...
Não queriam vê-la só, assim, entristecida,
Mas, sorrindo, em sua passagem pela vida,
Agradecendo a cada sonho... Aqui, sonhado,
Da caixinha de veludo... Enfim, libertado...
Lani
sábado, 1 de fevereiro de 2014
SOMBRAS DENSAS...
Cabe
em mim, uma inteira existência,
De
sonhos, pensamentos, incoerências,
De
cada meta traçada, divergente,
De
atitudes tomadas, equivocadamente...
E, quando a sombra da
noite vem,
Chega densa, trazendo
notícias do além,
Dizendo-me, já ser
tarde demais,
Que tudo passou, não tem
como voltar atrás...
E, se o pássaro da
ilusão, cantar em minha janela,
Dizendo-me, que a vida
pode ser bela,
O farei saber, que nada
mais há dentro de mim,
E, que minha vida, é um
martírio sem fim...
Nem na flor, que para
mim se abre, encontro consolo,
Pois, ao vê-la fenecer, morro ainda mais um pouco,
Tento mantê-la viva, aconchegada
ao meu peito,
Para através dela,
continuar... Apenas, vivendo...
Lani
terça-feira, 21 de janeiro de 2014
SEGREDOS DA NOITE...
Silencio, calem-se todos, é hora da Ave Maria,
Desliguem os sóis, vai acabar o dia,
Acendam as estrelas e as lamparinas,
A noite já vem, descerrar as cortinas...
Os anjos ficam a postos em nossos caminhos,
Os pássaros, ágeis procuram seus ninhos,
O aconchego do pai, busca o menino,
O vento corre solto, é todo seu o caminho...
O mar, se lança sobre a praia enluarada,
Varre as areias, por pés toda marcada,
Só não desmancha o castelo encantado,
Que abriga os sonhos, do casal enamorado...
O escuro aumenta, encobre as montanhas,
As plantas nascem, rasgando da terra as entranhas,
A criança vem ao mundo, deixando da mãe o ventre,
A fera na mata ruge... A natureza vence... Faz-se presente...
Lani
terça-feira, 7 de janeiro de 2014
REDENÇÃO DIVINA......
Do alto de minha vida, me contemplo,
Reconheço minhas marcas, na longa
estrada,
Meus passos sós, em algum momento,
Em outros muitos, eu estava
acompanhada...
Posso ver-me, em cada curva do
caminho,
Sentir nos pés a dor, ao cravar o
espinho,
Da rosa, que em minha pressa
pisei,
A deixei jogada ao chão e ao
largo passei...
Ouço vozes a sussurrem meu nome,
Outras aos gritos a chamarem por
mim,
Aperto o passo e me afasto pr’a
longe,
Nem pergunto, porque sofrem tanto
assim...
É quando, já quase se acaba a
estrada,
Que peço perdão e choro, ajoelhada,
Só
agora, do quanto errei me dou conta,
Cai à noite e a lua, já no céu desponta...
Ao levantar meus olhos, banhados
de lágrimas,
Vejo Jesus, sorrindo, falando-me
assim,
- Volta filha, não acabou tua jornada...
-Não erraste, só tiveste um sonho
ruim...
Lani
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