terça-feira, 27 de outubro de 2020
CONSTRUÇÃO!
Constrói-se
a vida, com profunda esperança,
terça-feira, 22 de setembro de 2020
Queridos amigos, venho hoje deixar uma
pequena explicação para que saibam o motivo de me haver ausentado dos blogs.
Temos uma cachorrinha que se chama Kandy,
tem 16 anos e esteve muito doente, inclusive tivemos de hospitalizá-la por
vários dias. Começou com convulsões, chegando a ter 5 no mesmo dia. O vet,
achou por bem, interná-la
O que resultou em
sua melhora. Ao voltar para casa estava muito debilitada, precisando de muitas
medicações, uso de fraldas e alimentação por seringas.
Foi-nos sugerido a eutanásia, no momento
de maior gravidade mas, resolvemos lutar por ela e valeu muito a pena, ela está
muito bem, retomando sua vidinha independente como sempre foi, Graças a Deus.
Um grande beijo a
todos.
segunda-feira, 20 de julho de 2020
PARABÉNS TIAGO!
Parabéns Tiago, um grande beijo pela passagem de teu aniversário.
teu pai Luiz Rossatto, tua irmã Inaliz Rossatto e Alessandro Rossatto,
teus sobrinhos Pedro, Leonardo, Benjamin e teu filho Noah, te desejam.
MUITAS FELICIDADES!!!!!!!
Uma
lacuna tão grande se faz,
Preenche-la
não posso, sou incapaz,
Se a
saudade que me arde no peito,
Dói
tanto, que quase não a aguento...
É
quando, nas entrelinhas da vida leio,
Que
incompleto ou dividido ao meio,
Não
é amor é qualquer sentimento,
Inconstante,
como o é, o vento...
Pois,
se real e verdadeiro,
É
feito de renúncias, doação por inteiro,
Para
que, no momento certo, saibamos entender,
Que
não nos pertence, é livre este ser...
E,
depois de tantos beijos e abraços,
Mesmo
partindo, não romperá nossos laços,
E eu
possa, entre lágrimas, dizer- Sorte tive eu...
- És
o filho que Deus me prometeu...
Lani ( Zilani Celia)
quinta-feira, 11 de junho de 2020
ADVENTO DA LUA!
Brilhante
surge, prateando a estrada,
Sente-se
pela noite, ameaçada,
Percebe
o homem, em suspeita, caminhada,
Que
com passo firme, sulca a terra molhada...
O
segue ciente, que seu tempo já se esgota,
Que
todos a vejam, nem se importa,
Pela
vidraça quebrada, espia indiscreta,
Esgueira-se
pelo vão, da porta entreaberta...
Sorri
à visão, dos amantes na cama,
Com
eles deita, com a energia se inflama,
Aspira
o odor, que dos corpos emana,
Seca-lhes
o suor, em silêncio, profana...
A
lua exaltada, compartilha o momento,
Na
boca, sente o gosto do amor, advento,
Abre
a janela, do invadido aposento,
E sai
como entrou... Sem nenhum, constrangimento...
Lani (Zilani Celia)
quarta-feira, 29 de abril de 2020
QUARENTENA ( III )!
Destranco
a porta, relutante a empurro,
Ponho
os pés na calçada, num pulo,
É
noite, recebo a brisa em cheio, no rosto.
Respiro
fundo, saboreando, seu cheiro e gosto...
Encantada
e livre sigo andando,
O
lago está limpo, não o estou reconhecendo,
Os
bancos da praça, agora, são todos brancos,
Há
flores, há frutos, lindos patinhos e gansos...
Continuo,
subindo a rua onde moro,
Alguém
se aproxima, vestido de branco,
Tem no
peito um crachá, uma máscara no rosto,
Rápido
some na porta, do hospital ali perto...
Penso,
só quero ir e vir, tenho esse direito,
Estou
tão feliz, curtindo o momento,
Vejo
um homem no chão, deitado ao relento,
Ao
seu lado uma placa, ”fique em casa”, dizendo...
Ainda
no escuro, de meu sonho, fui acordando,
Sentindo,
a energia do mundo, se refazendo,
Sei,
que o monstro lá fora, vai acabar morrendo,
Me
abraço tranquila, novamente... Adormecendo...
Lani (Zilani Celia)
sábado, 4 de abril de 2020
QUARENTENA! (II)
Pela
janela, espreito a rua deserta,
É
minha triste moldura, mesmo aberta,
Há
vida e sol, correndo lá fora,
Estou
aqui presa, sem tempo ou hora...
Em
minhas mãos, aperto a chave, da porta,
Basta-me
um passo, para transpô-la,
Meu espírito,
livre me incita,
-Venha,
vamos embora, acredita...
-Não
há para onde ir, eu retruco,
Há
um inimigo lá fora, oculto,
Sem pena,
põe o mundo, moribundo,
Traiçoeiro
nem diz, de onde, é oriundo...
Fecho
lentamente, minha cortina,
Uma
lágrima surge, fugaz, repentina,
Na
mente a imagem, da minha menina,
Sinto-me
frágil, só, pequenina...
O
telefone toca, nele ouço a voz, tão amada,
É minha
filha, por um vírus, de mim afastada,
Do
outro lado da linha, como eu, ela chora,
E meu
abraço carente... O dela implora...
LANI (Zilani Celia)
terça-feira, 24 de março de 2020
MONSTRO MICROSCÓPICO!
Dobra
os joelhos, o rei tomba, foi atingido,
Depõe
as armas e sua coroa de ouro, não de espinho,
Tenta
ver o inimigo, que o derrotou,
Seus
olhos o traem, ou já se foi, passou...
Só,
quando vê seus súditos, também caídos,
Percebe
que o mal, está ali, foram por ele, atingidos,
Não
vertem sangue, é chaga interna, letal,
Tem
de levantar-se e lutar, vencer esse mal...
É
soberano, tem tantos bens, tem muita riqueza,
Mas,
a quem pagar, pr’a resgatar sua grandeza,
Se
não vê o inimigo, que seu reino assola,
Impotente,
levanta as mãos aos céus e chora...
Pensei
que era o mais forte, o mais poderoso,
Me
prostro agora, ante minha arrogância e meu povo,
Vosso
perdão, por minha impotência, hoje almejo,
-Sucumbo
ante um monstro... E nem sequer... O vejo...
Lani (Zilani Celia)
sábado, 22 de fevereiro de 2020
UM ANJO NA CHUVA!
É noite,
o asfalto brilha,
Pela
chuva, todo molhado,
Há
pessoas a minha volta,
Mas ninguém,
realmente, a meu lado...
Resignada
com minha solidão,
Com
o enorme vazio, de meu coração,
Sinto
meu peito, por forte dor, rasgado,
E
meu corpo, pela tristeza, minado...
Permaneço
ali, sem saber para onde ir,
Na
verdade, é de mim mesma, que quero fugir,
Meus
pés gelados, estão colados ao chão,
Volto
á vida, sacudida, por um forte encontrão...
As
luzes do semáforo ofuscam-me, a visão,
Alguém
me ampara, segura minha mão,
Só agora
o vejo, esteve ali, o tempo todo,
Como
um anjo, me amparando...
E
meu rosto... Acariciando...
Lani (Zilani Celia)
domingo, 26 de janeiro de 2020
O FUTURO NO ESPELHO!
É
nele, que todas as dores do mundo, vejo,
Cerro
os olhos, não quero ver, tenho medo,
Sua
frieza me atinge e nem o toco,
Está
tudo ali, cada imagem em foco...
A
água do rio sumiu, sob o plástico colorido,
Sufocado
sucumbe, sem um gemido,
Quem
dele sobrevivia, arregala os olhos, aflito,
Triste,
vendo tudo a sua volta, destruído...
As
matas ardem, o verde em extinção,
O
sol some, atrás de nuvens, de poluição,
Animais
morrendo, famintos, andarilhos,
Uma
terra ferida, herdarão, nossos filhos...
Eis
o caos, que o homem moderno criou,
A
natureza lhe cobrará todo o mal, que causou,
E o
mais louco dos loucos é aquele que viu...
Alienado,
sorriu... Virou-se e apenas, seguiu...
Lani (Zilani Celia)
quinta-feira, 26 de dezembro de 2019
DECEPÇÃO!
Mas
temo Te crucifiquem, novamente,
Não
suportaria, Teu novo sofrer,
E
entre ladrões, ver-Te novamente, morrer...
Homens ingratos! Não conseguem entender,
Que,
aqui agora, Ele nada mais, quer fazer,
Se
com o livre arbítrio, nos presenteou,
- Acertar
ou errar, depende de cada um, falou...
O Mar
Vermelho abriu-se, num minuto,
Em
obediência, rendeu-Te, merecido tributo,
Deixando,
que passasse ileso, Teu povo,
Mesmo
assim, quem tudo viu, traiu-Te, de novo...
Gravadas
na areia, Vês ainda as marcas,
De Teus
sagrados pés, quando ao povo pregavas,
As deles
frágeis, nem o chão marcaram,
Choraste
ao ver... Que só as Tuas... Ali restaram...
Lani (Zilani Celia)
terça-feira, 15 de outubro de 2019
O PESO DO SILÊNCIO!
Como
paredes estreitas, esmagas meu peito,
Em
minha cabeça crias, um sonho obsceno,
De
minhas mãos pedintes, arrancas o aceno,
E na
boca cerrada, instilas veneno...
Como
fera me caças, meu medo é atroz,
Me
subjugas sem pena, sorrindo, algoz,
Preciso
de um grito, de ouvir uma voz,
Que
me arranque da morte, lenta, feroz...
Te
enroscas, me prendes, sem fazer um ruído,
Deixar-me,
muda e cega, pr’a ti faz sentido,
Me
tens por vencida, coração destruído,
Numa
luta inglória, apenas, um desatino...
Te
enganas silêncio, estou de novo sorrindo,
Uma
voz me chamou, tinha um som tão divino,
Já
ouço ao longe, o cantar, de um passarinho,
E o
som da água... Descendo o rio... De mansinho...
Lani (Zilani Celia)
sábado, 7 de setembro de 2019
SINFONIA!
Desce
a noite, lenta e fria,
Na
pequena vila, que o sopé do morro, escondia,
Cada
porta que se fechava, uma família acolhia,
Que aconchegada,
ao fogo da lareira, se aquecia...
A
neve cai, como flocos de algodão,
Seu
farfalhar é leve, sobre a vegetação,
A
luz fraca, que escapa, de alguma janela,
Ilumina
pequenos trechos, da paisagem, tão bela...
É
nessa simplicidade, que a vida continua,
Como
toda noite, esperam o som, que virá da rua,
Aos
poucos se eleva, se espalha, suave no ar,
Em
silêncio ouvem, quem faz, o violino chorar...
No
íntimo sentem, que atrás, de uma daquelas portas,
Alguém
pranteia, profundas saudades, mortas,
Pois,
notas tão tristes, só consegue, das cordas tirar,
Quem
teve um amor, que partiu... Não vai mais voltar...
Lani (ZilaniCelia)
sábado, 17 de agosto de 2019
INQUIETUDE!
Estranhamente,
distorcem-se, as imagens,
Não
mais entendo o conteúdo, das mensagens,
Estão
meus olhos, espontaneamente cegos,
Há
um embate, entre o claro e os pontos negros...
O
sol está mais forte, e ora queima como fogo,
Sem ter
limites, sem dar à brisa, arrego,
Arranca
a pele, expõe o osso,
Finge
chorar, sabe que tem, da noite endosso...
A
pedra joga-se, do cume, de um morro alto,
Balança
louca, ao sabor do forte vento,
Despenca
inteira, no íntimo sabendo,
Espatifar-se
junto, ao que a estiver detendo...
Inquieta
e tensa, o suor me cobre o rosto,
Minha
cabeça gira, no coração, mais um desgosto,
Fica
impossível, manter no peito a calma,
Se,
a sombra encobre a luz, a dor... Dói mais... Na alma...
Lani (Zilani Celia)
sexta-feira, 19 de julho de 2019
“Pelo aniversário do Tiago, dia 20 de julho, eu, teu pai, teus irmãos e sobrinhos, desejamos de coração, que Deus e a Virgem Maria abençoem teu caminho e que nele só haja amor, luz e flores”.
MEU MENINO GRANDE !
De
coração amoroso, gigante,
Quando
fomos um só, foi instante,
Aconchegado
em meu colo, confiante,
Foste
meu, filho querido, dali em diante...
Eu
tenho a chave, posso voltar o tempo,
Guardo
as imagens, gravadas, dentro do peito,
Cada
lágrima derramada, cada momento,
No
relicário, do meu pensamento...
Assim
como a vida une, também distancia,
Mas,
há algo maior a ditar, cada linha,
Escritas
no livro, de nosso destino,
Que
serão lidas, no final, de cada caminho...
Quando
meus braços, não mais te alcançarem, criança,
Mesmo
que a voz embargue, em minha garganta,
Com
meu pensamento, rogarei por ti, à Virgem Maria...
Que
nunca negou, o que uma mãe, por seu filho pedia...
Lani (Zilani Celia)
terça-feira, 2 de julho de 2019
DISCREPÂNCIA!
É
meu o caminho que vejo á frente,
Desviei
tantas vezes, saí pela tangente,
Rodei
mundo, finquei bandeiras, fui indiferente,
Mas,
algo para ele me empurrava, sempre...
Não
queria seguir, nem sequer era bonito,
Tantas
placas em branco, nenhum nome lá escrito,
Silencioso,
ermo e frio, assim eu o sentia,
Nenhuma
criança brincando, na rua vazia...
Por
descuido, um dia, nele adentrei,
Coincidência,
discrepância da vida, não sei,
Resisti,
queria voltar, era tarde demais,
O
que eu vivera, não retornaria jamais...
Endireitei
o corpo, minha perna tremia,
Fui
me despindo, dos medos que sentia,
Algo
em mim se modificava, enquanto seguia,
O
caminho era lindo... Nele havia, tudo que eu queria...
Lani (Zilani Celia)
sexta-feira, 31 de maio de 2019
UTOPIA!
Quero que só olhes e sem tocar, me sintas,
Como
o pintor, com a bela flor que pinta,
De imaginários
traços, surjam, minhas curvas,
E me
desnudes, ao frescor da cor da tinta...
Quero
que na penumbra, cries meu retrato,
É o
desafio, que nesta noite faço,
Meu
perfume te será, inspiração,
Suarás
frio, ao roçar, de leve minha mão...
Quero
ver, ao pintares, o meu colo,
Um
arrepio percorrer-te, poro a poro,
E, ao
surgir na tela, meu esboço,
Em teus
olhos gravado, o contorno, do meu corpo...
Quero
que sucumbas, ante tua obra prima,
Que
chores, ao ver-me exposta, naquela galeria,
Me deixaste
ali, sem pensar, quant’eu valia,
Com
o mesmo véu, que ontem me cobria,
E, a
um toque teu, sem pudor, aos meus pés... Caia...
Lani (Zilani Celia)
quinta-feira, 25 de abril de 2019
CHAMAMENTO!
Vagando
sem rumo, nesta noite triste,
Ouvi
alguém chamar meu nome, insistente,
Reconheci
tua voz, e, por um instante,
A esperança,
apossou-se de mim, novamente...
Atordoada
e sem certezas, o peito apertado,
Em
minha cabeça, reverberando ainda, teu chamado,
Sim,
era tua a voz, que eu estava ouvindo,
Só
não sabia, se era o agora, ou, o passado vindo...
Chuva
forte e impiedosa, meu corpo, todo molhado,
O
vento, soprando como louco, era dela, aliado,
Pessoas
correndo, para todos os lados,
E eu
ali, meus pés, no asfalto, colados...
Foi
neste mesmo lugar, que dilaceraste meu coração,
Quem
sabe voltaste! Agarrei-me a esta ilusão,
Cerrei
meus olhos, implorando, ajoelhada ao chão...
Ouvindo
ao longe, a Ave Maria... No velho carrilhão...
Lani
(Zilani Celia)
segunda-feira, 1 de abril de 2019
FOLHA SOLTA!
Emprestou-me
a noite, laivos de sua loucura,
Encorajada,
joguei-me nessa aventura,
Pouco
vejo, mesmo assim, saio a procura,
De
mim, num turbilhão, que minha mente tortura...
Das
feridas, era meu, o sangue que corria,
A
dor lancinante era eu, quem a sentia,
Do
peito aberto, meu coração, louco fugia,
Cansado
de bater, num corpo, que se destruía...
Deixei-me
arrastar, em profunda letargia,
Só,
no escuro, sem perceber, que amanhecia,
Por
tanto sofrer, encontrei o que queria,
Mesmo
doendo, sentir, que ainda vivia...
Sou
folha solta, num vendaval de árdua luta,
Sem
mais elos, sem prisão e sem censura,
Cada
vez que a vida, me carrega, para a rua,
Sinto
o sol, o vento e... Nenhuma... Saudade tua...
Lani (Zilani Celia)
sexta-feira, 8 de março de 2019
FILHA DO VENTO!
Já andei, em desertos pela vida,
Sobrevivi,
na imensidão e na secura,
Arrastei-me
veloz, por vezes lenta,
Sufoquei
muitos gritos, na garganta...
Nas noites,
em que o frio, me torturava,
O
corpo todo doía, encarangava,
Minh’alma,
no escuro se refugiava,
Mas,
me fazia seguir, quando o dia, clareava...
E
assim segui, em jornadas sucessivas,
De
solidão e amargura, eram meus dias,
Ao me
aventurar, em alto mar, singrar em ondas,
Revivi,
em águas claras e profundas...
Com
escárnio, olho a terra, que me quis cativa,
Agora
voo alto, sou dona da minha vida,
Atravesso
oceanos, sou forte... Sou advento,
Sou
irmã do sol... Sou livre... Sou filha do vento...
Lani
(Zilani Celia)
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019
VALEI-ME TEMPO!
Não mais
me ouves, nem te chegam os meus ais,
Já
não me abraças, nem me acalentas mais,
Com as
garras me marcaste, não se apagarão, jamais...
Tempo,
contra mim conspiras, de forma cruel e injusta,
Não me
dás trégua, não te importa minha luta,
Onde
quer que me esconda, teimas em me encontrar,
Quanto
mais choro, mais meu rosto queres sulcar...
Anoitece
a vida, clareia um grande espelho,
Me
obrigas a nele fitar-me, por inteiro,
Veja,
por meu rosto escorrem lágrimas, de verdade,
Meu
corpo curvaste mas, não me tiraste a dignidade...
Baixo
o olhar, ao ver-te, por mim passar,
Sou
a mesma menina, que costumava te encantar,
Meu
peito geme baixinho, pois, hoje irás me deixar,
Está
doendo tanto que, de tanto doer... Vai me matar...
Lani( Zilani Celia)
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